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Desde
criança que sinto uma grande paixão por aves e
desde cedo
comecei por criar várias espécies como passatempo.
Há cerca de dez anos tomei contacto com o mundo dos Agapornis
numa exposição no Entroncamento e fiquei logo maravilhado com as
sua elegância e cores.
Comecei por adquirir um casal, Personata azul pastel mas em dois
anos nunca fizeram criação. Mudei-os de habitat e passado mês e
meio presentearam-me com três lindas crias.
O entusiasmo continuou a crescer e actualmente tenho vários casais
de Rosicollis, Personatas e Fischer, com várias mutações.
Com o decorrer do tempo conclui que para ser criador de aves é
necessário, além de gostar, ter empenho e muita paciência!
José Marques
- STAM BE86
Agapornis
Todos os agapornis são oriundos do
continente africano, com excepção de uma das espécies, a
cana, que vem da ilha de Madagáscar.
As aves vivem numa
vasta região na costa ocidental da África do Sul,
chegando a aparecer até na Namíbia, entre vegetações de
pequenos arvoredos abertos e secos, e em alguns casos
podem ser vistos em montanhas com até 1600 metros.
Segundo alguns pesquisadores e autores literários, o agapornis foi descoberto no ano de 1793, no entanto, só
em meados de 1860, Hangenbeck trouxe para a Europa
algumas aves de cor selvagem verde. Daí em diante, o
agapornis passou a ser um dos periquitos mais conhecidos
do mundo.
A palavra agapornis tem origem no grego e
significa "pássaro do amor", pois segundo uma lenda,
estes pássaros formam casais inseparáveis e na morte de
um deles, o outro não se acasala mais. Na realidade, a
criação destes pássaros demonstra-nos que isto não passa
de uma lenda, já que vários casais podem ser trocados
sem problemas, muitas vezes com o objectivo de melhorar
o padrão de cores ou o porte desta ave.
Agapornis significa em grego "pássaro do
amor" - agape = amor; ornis = pássaro.
Os Agapornis dividem-se em nove espécies, sendo os mais
comuns:
·
Roseicollis
·
Personata
·
Fischer
E os mais raros:
·
Cana
·
Taranta
·
Lilianae
·
Nigrigenis
·
Pullaria
·
Swinderniana
O agapornis tem tamanho variado,
dependendo da espécie, mas pode variar entre os 14 e os
16 centímetros, e vive entre os 10 e os 15 anos. Entre
as espécies conhecidas, estão a roseicollis, nigrigenis,
taranta, personata, cana, swinderniana, lilianae,
fischeri, e pullaria. A única espécie que não é criada
pelo homem é a agapornis swinderniana, que não se adapta
em cativeiro.
A distinção entre machos e fêmeas não é muito fácil. Os
criadores mais experientes podem conseguir distinguí-los
de acordo com os ossos pélvicos, que são mais afastados
nas fêmeas, mas este método tem uma eficácia de apenas
30%. E em alguns casos, a fêmea pode ser maior do que o
macho, mas não necessariamente.
Os agapornis são
geralmente muito ruidosos e geralmente conseguem chamar
a atenção de todos que estão à sua volta, apesar de não
serem animais falantes como os papagaios, entretanto,
podem balbuciar alguns sons humanos e palavras curtas.
A
fidelidade entre machos e fêmeas pode ser bem observado
na espécie cana, que imita o comportamento um do outro o
tempo todo.
Um factor comum nesta espécie são as mutações, que são
tantas, que torna-se difícil descobrir uma ave com a
plumagem original. Há mais de 40 tipos de cores
diferentes reconhecidas.
Os agapornis gostam do banho, de maneira que as aves
criadas em ambiente fechado devem poder tomar banho com
facilidade regularmente, mesmo nos meses de Inverno, e,
caso não o possam fazer, devem ser borrifadas com um
borrifador de plantas com um jacto bem leve. O cuidado
com o banho deve ser mantido principalmente nos meses de
Verão.
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Agradeço a sua visita e
espero que disfrute deste
meu site. |
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